quinta-feira, 8 de outubro de 2015

Matrix III


Igreja Cristã de Aton




Matrix III

Quando vemos os casulos da Matrix, onde os humanos dormem, enxergamos a Matrix real. Toda a vida mental destes humanos é uma ilusão. Um mundo de Maya. Mas, é uma ilusão muito persistente, porque é baseada nos cinco sentidos. A percepção sensorial dá a ideia de realidade, mas é uma realidade apenas para os cinco sentidos. Animais que tem outros sentidos mais apurados percebem a realidade completamente diferente. A realidade que os humanos percebem é moldada pelos parâmetros dos seus sentidos. Quantos hertz escutam e assim por diante.

Muitos filósofos e videntes disseram que existe um outro mundo que antecede a este ou que está além deste ou que interpenetra este. Já que tudo são ondas e frequências. Toda a realidade última é pura onda e pura frequência. Nossos sentidos traduzem em algo material ou sólido, mas nada em última instância é sólido nem material. O Bóson de Higgs é que dá massa a este universo. E o Bóson também ele é um campo. É esta interação de dois campos que dá massa ou permite que seja percebido como material. Portanto, a realidade última não é esta realidade sensorial. Este é o mundo dos sentidos. Neste ponto sempre é bom lembrar que a consciência cria a realidade. A consciência projeta uma realidade de acordo com o que tem dentro dela ou como ela é naquele momento. O que é a consciência é a realidade. Sem tirar nem por. E todos os demais fazem o mesmo. O consenso coletivo em alguns parâmetros é que permite coletivamente viver uma determinada Matrix. Quando alguém não concorda com o consenso é considerado louco e retirado da Matrix. A Matrix só pode funcionar se a maioria concorda que seja assim.

Existem duas possibilidades para tentar entender como a Matrix funciona e foi criada. Alguma entidade externa fez isso ou nós mesmos fizemos isso. São duas visões de mundo completamente distintas. Uma força externa, seja qual for no nome que se quiser dar, ou a consciência dos humanos criou e possibilita a Matrix. E aqui entra a questão da Consciência. Isso está subentendido no filme. Nós criamos a nossa realidade. Essa é uma verdade clara. Causa e efeito. Nós plantamos e nós colhemos. Isso é evidente por si mesmo. A dificuldade de mudar as crenças de alguma pessoa prova isso. Somente quando um evento externo traumático (morte, dor, doença, desemprego, miséria) acontece é que a pessoa começa a rever suas crenças. E muitas vezes nem assim. O paradigma, o sistema de crenças, é tão forte que aparentemente nada consegue ultrapassar essa barreira. E acreditamos piamente que o mundo que criamos é real. A questão das dívidas mostra isso claramente. A perda de liberdade pessoal é uma consequência inevitável da criação da realidade pela consciência acreditando em coisas que não são reais.

Existem duas possibilidades de mundos: um mundo de dor e sofrimento (normalmente o escolhido) e o mundo em que todos são felizes e realizados. O mundo da dor é o mundo da separação, da competição, do mais forte, mais apto, mais inteligente, o mundo dos Ferengis ou Cardassianos ou Romulanos (infinitas possibilidades de tirania). E o mundo da Federação onde há colaboração, cooperação, onde não há mais fome, nem doença, nem guerra na Terra. O mundo de John Nash. Sempre que se dá essa opção coletivamente a escolha até o momento foi pelo mundo da dor. Um mundo sem dor ainda parece uma utopia, uma ilusão, uma coisa de lunáticos e pessoas fora da realidade. Foi essa escolha que possibilitou a Segunda Matrix. A Primeira Matrix era um mundo perfeito e foi rejeitado pela consciência dos humanos encapsulados na colmeia. O senhor Smith explica isso claramente. A Segunda Matrix foi a escolhida pelos próprios humanos.

A Segunda Matrix é a escolha do ego. Quando o ego domina é inevitável que seja assim. Um mundo de separação. Morpheus entende isso claramente e luta para acordar os humanos aprisionados na Matrix. Por isso ele convida Neo para ver o Deserto do Real. 

No Astral essa realidade é mais clara ainda do que nesta dimensão. No Astral tem-se a impressão de que aqui é a Matrix e lá se está fora da Matrix. Se isso fosse verdade os negativos não poderiam existir no Astral. O Astral também faz parte da Matrix. Na verdade, existe uma Matrix dentro de outra. E isso só para citar duas dimensões. Os seres que negam a Realidade Última têm o mesmo tipo de pensamento que sustenta a Matrix em qualquer dimensão. O poder do ego de negar a realidade. O poder da consciência de criar a própria realidade. Eles fazem isso criando sua própria sociedade de poder, suas cidades, suas leis, etc. Literalmente eles continuam dentro da Matrix. E os que estão fora desta Matrix negativa também podem ter uma ilusão persistente de estarem fora da Matrix. Mas, se consultarem o próprio ego verão que ainda restam resquícios de uma Matrix. Pode ser uma Matrix muito etérea, mas é real. Ainda não é um mundo de felicidade para todos. E o mundo de felicidade para todos é que é realmente o mundo fora da Matrix. Este é o único mundo em que não existe a Matrix.

Para se libertar da Matrix existem duas possibilidades. Uma força externa ou interna. Desde sempre é esperada uma força externa. É muito mais simples assim. A força interna sempre é rejeitada. A questão é que somente com a força interna é possível sair completamente da Matrix e viver no mundo sem Matrix. Um mundo de felicidade para todos só é possível se todos usam a sua força interna. A Matrix só existe porque há uma dependência de uma força externa. Quando essa busca termina a Matrix acaba. É nesse ponto que soltar é fundamental. A única forma é soltar a Matrix e buscar a força interna. É o trabalho da Iluminação Espiritual. A Iluminação de dentro. Cada um conseguindo a própria Iluminação. Isso só é possível porque existe um fundamento único para a realidade. Este fundamento único é a substância real de tudo. Todas as Matrix são criadas em cima deste fundamento único e é por isso que é possível sair da Matrix. Porque fora dela existe esse fundamento único. O programa da Matrix só roda porque é possível rodar em alguma coisa externa à Matrix. Um mundo onde os computadores da Matrix estão instalados. O Deserto do Real tem de estar subsistindo em algo. Tem de estar sobre um substrato mais real que o Deserto do Real.

Essa opção pela Iluminação pessoal é a única opção real que existe para sair da Matrix. Neo fez essa escolha quando tomou a pílula vermelha. A decisão de tomar foi fundamental. Se ele fosse obrigado a tomar não funcionaria. Ninguém pode ser obrigado a sair da Matrix. Na prática voltaria quase que imediatamente para a Matrix. Cypher fez isso (vamos falar bastante dele). A interpretação que Cypher faz de que o mundo da Matrix é mais real do que o mundo fora dela, mostra que ele ainda está dentro da Matrix. Mesmo estando na Nabucodonosor. E ele faz escolhas para a próxima vida dentro da Matrix, para continuar usufruindo da Matrix.

Quando Neo compreende como funciona a Matrix é que passa a ter os superpoderes para enfrentar o senhor Smith. Nesse ponto ele não pensa mais, ele é.


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