sexta-feira, 25 de janeiro de 2013

Ressonância Harmônica I



Ressonância Harmônica I

O que é a Ressonancia Harmônica?
O que faz a Ressonância Harmônica?
Qual o limite da Ressonância Harmônica?
O que podemos conseguir com a Ressonância Harmônica?

Esta série de postagens visa responder estas e outras perguntas, que por acaso ainda não foram respondidas.
Para entender o que é a Ressonância Harmônica é preciso entender algumas coisas simples sobre o funcionamento do mundo, do universo, da nossa realidade prática do dia a dia.
Vivemos num mundo em que nossa percepção nos diz que é sólido, que é material. Sentimos o toque quando pegamos alguma coisa, quando nossa pele tem contato com coisas fora do nosso corpo. Sentimos o gosto de qualquer coisa que pomos na boca, sentimos o cheiro, vemos com nossos olhos e ouvimos os sons que estão perto de nós. Estes são os sentidos normais que todo ser humano tem. Nós achamos que nossa realidade, que nosso mundo é isso. Achamos que o mundo é só o que nossos sentidos percebem desta forma. O que tocamos, cheiramos, o que comemos, o que vemos e o que ouvimos. Durante toda a história humana era só isso que percebíamos do mundo. E o que pensávamos sobre o mundo dependia destas percepções. É por isso que pouco tempo atrás as pessoas pensavam que o planeta Terra era plano. Que as pessoas cairiam num abismo se navegasse pelo mar durante algum tempo. Dificilmente alguém pensaria que a Terra era redonda, porque só enxergavam 80 km à partir de qualquer praia. Esse era o alcance da visão humana. Então o mundo tinha 80 km na mente e nos pensamentos das pessoas. O limite do entendimento dependia da percepção, dos cinco sentidos que nossos corpos possuem. Qualquer coisa fora dos cinco sentidos era considerado sobrenatural. Era uma coisa incompreensível.
Todos podem ler nos livros de Joseph Campbell, as inúmeras concepções que todas as civilizações tinham sobre a natureza da realidade, da criação, de como surgiu o mundo, de como ele é, como ele funciona, o que se pode esperar dele, o que se pode conseguir dele, como viver nele, como se pode conseguir comida, bebida, sexo, proteção contra a chuva, as enchentes, os raios, os terremotos, inundações, animais selvagens e outras ameaças externas. Como também proteção em relação aos outros seres humanos que querem tomar tudo isso de nós. Então nos juntamos em grupos, bandos, tribos, nações, impérios e por ai vai.
Tudo isso por causa do entendimento baseado na nossa visão da realidade, da nossa percepção de como é o mundo.
Nas noites de Lua cheia olhávamos para o céu e não sabíamos o que era aquilo. Que a cada sete dias mudava de formato e desaparecia. Voltando depois a crescer novamente; sendo um mistério terrível isso. Como é que aquilo ficava suspenso no ar? Porque trocava de formato?  Como não entendíamos isso passamos a pensar apenas na utilidade prática da Lua. Aquilo iluminava a floresta e o campo, facilitando a caçada noturna. Mas, quando desaparecia era um terror para nós. A escuridão total. O mundo desaparecia dos nossos olhos! Podíamos sentir e tocar o que estava perto de nós, mas nada além disto. Quando conseguimos controlar o fogo, depois que algum raio caiu perto de nós e incendiou alguma árvore, foi um grande avanço. Já não dependíamos mais da Lua para ter luz de noite. Podíamos cozer os alimentos facilitando nossa digestão e afugentar os animais selvagens. Controlar o fogo foi um tremendo avanço. Foi uma daquelas coisas que fazem o mundo mudar completamente na nossa forma de ver a vida. Facilitou tudo a nossa volta. E nos deu um poder enorme. O fogo nos aquecia, iluminava, cozinhava nossos alimentos, mas também podíamos usá-lo na guerra, pondo fogo nas casas dos inimigos. Uma arma espetacular.
E o fogo atendia nossas expectativas sobre como o mundo é. Podemos sentir o seu calor pela pele, podemos vê-lo, podemos escutar a madeira queimando e sendo assim ficamos calmos e nos sentimos protegidos. O fogo está totalmente dentro do nosso entendimento da realidade. Nós conseguimos percebê-lo pelos nossos sentidos. É fácil de manipulá-lo. O fogo foi um sucesso em todos os sentidos desde o inicio. Ele atende as nossas expectativas de como é o mundo. Foi um avanço enorme porque nós entendemos como usá-lo para vários fins.
Isso permitiu que saíssemos das cavernas. Não precisávamos mais ficar trancados nas cavernas para nos protegermos, podíamos usar o fogo para afugentar os inimigos. E no inverno melhorava muito as condições dentro das cavernas geladas. E agora até podíamos fazer desenhos nas paredes das cavernas. E desenhávamos o que percebíamos, o que víamos e o que fazíamos na nossa vida diária. Nossas caçadas por exemplo. Em muitas cavernas estes desenhos lá estão até hoje.
É muito confortador viver num mundo que compreendemos. Um mundo simples, com regras simples, sem nada complexo. Um mundo em que não precisamos pensar em coisas complicadas do tipo: o que estou fazendo aqui, o que é esse lugar onde estou, como apareci aqui e o que acontece depois que paramos de respirar. Ou não acontece nada? Um dia simplesmente por uma razão ou outra, alguém da nossa tribo pára de respirar e não está mais vivo. Não percebe mais nada, não anda, não come, não cheira, não ouve. Ele não funciona mais. Podemos cutucar seu corpo, gritar com ele, fazer qualquer coisa e não há reação. E depois de um tempo começa a cheirar mal. Então temos de nos desfazer daquele corpo que se torna ruim para nossa visão. Ele se decompõe, se desfaz, é muito ruim ver um corpo morto se desfazer. E se temos contato com um corpo morto também ficamos doentes. Não sabemos por que, mas todos que tem contato com um morto ficam doentes. Então resolvemos ficar longe dos mortos e chegamos a conclusão que o melhor era enterrá-los. deixá-los na superfície se decompondo estragava as nossas casas, plantações. A melhor forma de se desfazer desses corpos era enterrá-los. E assim nasceram os cemitérios.
Era um mundo simples e feliz. Dentro das possibilidades que nossos corpos permitem, mas somos uma espécie extremamente adaptativa. Podemos viver em qualquer clima, em qualquer lugar. Nós gostávamos muito de viver na Terra.

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Existe uma estratégia de divulgação feita por mim e que está sendo seguida à risca.

Todos os vídeos editados por outras pessoas devem ser tirados de qualquer mídia em que estiverem.

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